Como previmos, na Bolha, de 10 de janeiro nossa economia começa a dar os primeiros sinais de fraqueza, com a inflação mostrando sua cara, sendo relevante destacar o texto seguinte do Jornal do Commercio.



 Inflação ganha força e ameaça juros baixos

“A inflação oficial de janeiro, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), subiu 0,86%, a maior variação mensal em oito anos, colocando em risco a política de redução da taxa básica de juros, a Selic, em um quadro mais sério na medida em que a alta dos preços mostrou forte dispersão pelos diversos grupos de despesas cobertos pelo indicador. O teto da meta de inflação deste ano, de 6,5%, poderá ser rompido se a equipe econômica não conseguir deter a marcha dos preços, hipótese que poderia fazer o Banco Central elevar a Selic, hoje em 7,25% ao ano, menor patamar da história. O BC vai monitorar com lupa os indicadores de inflação, que, reconheceu o diretor de Política Econômica da instituição, Carlos Hamilton, não estão em um nível considerado confortável. O resultado do IPCA teve impacto na taxa de câmbio, com desvalorização acentuada da cotação do dólar ante o real, pois o mercado entende que o governo poderá ter de usar o dólar mais barato para ajudar a conter preços.”
Todo cuidado é pouco no planejamento das atividades empresariais, especialmente tocante à questão tributária, pois a sanha arrecadadora da Receita Federal será exacerbada, haja vista a necessidade do Governo em dispor de caixa para financiar as “Bolsas – Tudo” face ao início que se avizinha da campanha de Dilma pela reeleição, projeto pessoal que precisa de lastro político e votos conquistados a qualquer preço, para enfrentar seu criador.